Meia-noite

Era mais uma noite fria de inverno do século 18, em Budapeste. À meia-noite, King continuava ali parado, olhando para a rua deserta, para a neve caindo. Era mais uma noite de natal e ele só conseguia viver do passado, relembrando uma vida que ele nunca mais teria.

Suas memórias o atormentavam sempre. Sua mente se contorcia enquanto lembrava de como sua vida (se é que ele poderia chamar de vida) era miserável. Seria ótimo se ele pudesse esquecer tudo aquilo e só lembrar das coisas boas, mas nada superava o seu desejo de sua própria morte.

Pena que nem isso ele conseguia fazer.

À meia-noite, ele lembrava de como era bom ter uma vida normal, livre de miséria, desespero e desesperança. Mas também sempre lembrava de todo aquele sangue que tinha visto.

– Uma vida normal pra mim não era pra ser – Pensou.

E que comece o show.